O motor de um carro é seu coração, e assim como o nosso, exige manutenção. O indicado é uma manutenção periódica 1 vez por ano ou a cada 10.000 km. Esse é o máximo indicado.

Você deve se atentar aos cuidados básicos, como a troca de óleo e dos filtros de ar, óleo e combustível. Porém, existem outros itens que demandam uma atenção maior a manutenção preventiva, como correia dentada, cabos e velas de ignição e fluido de arrefecimento. Estes últimos muitas vezes são negligenciados até que apresentem algum problema.

Você pode trocá-los em casa, porém observando alguns detalhes como o descarte de óleo e fluido de arrefecimento (que não pode ser feito na rede de esgoto), a correia dentada é um pouco mais complicada, e se faz necessário um conhecimento mais apurado de como funciona um motor. É importantíssimo fazer a instalação correta, pois se instalada incorretamente, pode alterar o ponto de ignição do motor e provocar falhas de funcionamento. No pior quadro, pode ocasionar o “atropelamento” das válvulas e causar danos severos a diversas peças do cabeçote.

Mas a mais comum das dúvidas é: a manutenção está em dia e o motor começa a falhar ou apresentar consumo elevado. A partir dai o que pode ser feito? Primeiramente aconselhamos conferir o combustível. É comum no Brasil os pontos adulterarem os combustíveis, e isso muitas vezes atrapalha o bom funcionamento do motor. Combustível ruim não somente contamina o óleo lubrificante, mas também velas de ignição e os bicos injetores. É altamente recomendável abastecer em um mesmo posto sempre que possível.

Aqui já deixo uma primeira dica: Peça a nota fiscal SEMPRE. O motivo é simples, ela é a única prova de que você abasteceu no posto. Muitas vezes ela pode te livrar de um grande prejuízo.

1- Limpeza dos bicos injetores

É extremamente indicada a limpeza dos bicos injetores quando o veículo apresenta dificuldade de partida ou consumo elevado de combustível. Válvulas não entopem, porém possuem filtros projetados para serem substituídos. Para fazer o diagnóstico é necessário a utilização de um equipamento especial, que mede a quantidade de combustível injetado. havendo diferença entre os injetores é necessário fazer equalização, com uso de uma máquina específica para isso.

2 – Óleo do motor

Atente-se ao óleo indicado no manual do proprietário, indiferente da quilometragem do veículo, faça as trocas nos prazos indicados no manual. Nunca complete nível. Quando houver vazamento, corrija e troque o óleo. Em todas as situações, troque o filtro sempre que trocar o óleo, isso evita contaminação do lubrificante novo por impurezas do filtro velho

3- Injeção direta

Indiferente da injeção indireta ou direta, a mesma atenção deve ser dada aos veículos. O combustível tem alimentação pressurizada a 200 bar e os injetores devem ser verificados quando há sinais de problema. Muitas válvulas de injeção permitem reparos, com a troca de componentes e a identificação de reparo e/ou troca da peça sendo feita com auxílio de equipamentos específicos.

4 – Velas

Cada montadora determina a vida útil de suas velas. Nos manuais o proprietário pode verificar a recomendação de troca das peças de acordo com esses testes. A NGK por exemplo, recomenda a inspeção da vela a cada 10.000 km ou anualmente. Segundo o consultor da própria empresa (no Brasil), Hiromori Mori, o motorista que deseja melhor performance e dirigibilidade pode substituir sua vela de ignição comum por um modelo especial, feito de platina ou irídio, desde que haja aplicações do produto compatíveis.

5- Mangueiras

Os motores possuem componentes de borracha sem seu cofre, e estes envelhecem com o tempo e devem ser trocados preventivamente, como mangueiras de combustível e radiador. A vida útil é de cinco anos (assim como pneus) e após esse período podem ressecar e criar fissuras.

6 – Correia dentada

Substitua conforme a indicação da fabricante, no manual do proprietário. O desgaste ocorre nos rolamentos auxiliares e esticadores acompanha o da própria correia. Para evitar que a nova correia sofra desgaste diferente da anterior por vícios dos componentes que trabalhavam no conjunto antigo, é fortemente recomendada a substituição de todas as peças do conjunto de sincronização.

7 – Turbo

Na maioria dos casos o turbo dispensa manutenção. Os Fabricantes dão em média uma vida útil de até 200.000 km desde que seja utilizado corretamente. Para isso, basta realizar as trocas de óleo motor nos períodos previstos no manual do proprietário, uma vez que utiliza o mesmo lubrificante.

8 – Radiador

É extremamente importante garantir que a água esteja com a proporção correta de aditivo, como especificada pela fabricante do veículo. Frequentemente, deve ser dada atenção à manutenção do sistema de arrefecimento completo. Observe a temperatura de trabalho do motor. Muitos técnicos explicam que um motor operando acima ou abaixo da temperatura de funcionamento indica que há necessidade de revisão e manutenção.

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